quarta-feira, 6 de julho de 2011

Um Cântico Moderno

Se fosse viajante, seria o pioneiro. Conheci galáxias extensas, planetas divinos, terrenos. Cada uma com seu brilho ofuscante, único. 

Se fosse profeta, seria o mais santo. Conheci deuses e humanos, ímpios e profanos. Cada um importante, necessário, suficiente.

Ora venha cá...sou homem. Nascido de minha mãe, ventre abençoado. Tenho família, posses, ideais, sofrimento. Já vi saudade, paixão, desejo, raiva, angústia, como sente o coração. Recente conheci algo raro, algo eterno, poderoso. Que atravessa universos, galáxias, deuses e homens.

Amor não tem limite, sentido, razão nem controle. Nem viajantes da vida, nem profetas do divino. Todos estamos a sua merce. Tão bom, difícil, desejado e precioso. Tão poucos seus donos, escassos. Quase não existem mais, pois viajante que sou, profeta tão sabido. Roubei a todos para mim e os coloquei em tua vida.

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